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domingo, maio 01, 2011

Os Contos de Cygnus - Tella'nor e um Sábio Rei - 4ª Parte

Veja também :

"Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou."

Albert Einstein

Tella'nor e um Sábio Rei - 4ª Parte

Tabu e Alana apresentaram o caso ao conselho dos anões, logo um dia após Tabu encontrar o garoto nas cascatas. Quando os corações de pedra viram a gravidade do fato, decidiram marcar uma data futura enquanto podiam analisar a situação para decidir o destino da criança, nisso ambos ainda seriam responsáveis pelos cuidados do bebê desconhecido. Tabu não gostou inicialmente da ideia do conselho, mas Alana adorou cuidar do "bebezão" que o marido encontrou.

Eles não esperavam, mas havia se passado mais de quatro meses desde da audiência com o conselho dos anões, Alana e Tabu já gostavam tanto da criança quanto do pequeno filho Sonne. Certo dia chegou o esperado comunicado para eles comparecerem no conselho, pois já estava marcado o julgamento, sendo o relator o mais sinistro dos conselheiros "Kala'azar o de barba vermelha". Durante muitas horas foi discutido entre os conselheiros na cessão, a situação da criança, para onde deveria ir, com quem deveria ficar entre outras coisas. Ao todo são sete grandes conselheiros, "Hagar o ancião, Celtic o general, Kala'azar o de barba vermelha, Nirine a sábia, Balldur o mestre minerador, Cancunn o espiritualista e Krissi a doutora", eles decidiam a maior parte dos assuntos de Mooncore, caso não conseguissem resolver determinada situação tendo assim um acordo entre a maioria, eles  passavam o caso ao rei anão.

Kala'azar o de barba vermelha

No caso do bebê encontrado por Tabu foi uma discussão fervorosa entre os conselheiros, Kala'azar idealizou de deixar a criança no mesmo lugar em que foi encontrada, Nirine disse para o bebê ser cuidado por alguma família até poder ter independência e conseguir trabalhar,  Balldur não perdeu tempo e descreveu que desejava cuidar da criança para ele se tornar futuramente um escravo nas minas, como não houve consenso entre eles, Tabu ficou irritado com tudo aquilo e contou que desejava ficar com o menino, então todos silenciaram diante do que ele havia dito, Hagar o ancião concordou plenamente com Tabu e informou aos outros conselheiros que deveriam passar o caso ao rei anão Baradum, por haver envolto uma vida, mesmo ela não sendo da raça deles. Nesse ponto todos concordaram, deixando novamente a criança aos cuidados do casal e informaram que em breve haveria um assembléia com o rei, devendo eles esperarem o chamado dos informantes reais.
Rei Baradum

Dentro de três dias o rei viu a necessidade de decidir o caso e mandou o comunicado, foi montado a bancada dos representantes do povo e dos conselheiros do rei, Tabu e Alana se aprontaram para não atrasarem a assembléia, chegaram no local e foram na bancada para cumprimentar os representantes do povo, os conselheiros do rei e depois saudar o rei Baradum. Baradum já era um anão de meia idade, mas aparentava ser mais novo, tinha os olhos claros como o céu que os anões viam pouco, tinha uma sabedoria como um ser que viveu mil anos, ele era descendente direto de Midigard o primeiro rei dos anões. Seu avô Midigard foi quem uniu os clãs dos anões para protegerem suas familias, o que ocasionou na formação de Mooncore, ante ao fato da chegada da Legião em Cygnus.

O rei parecia pensativo, talvez por ter que tomar uma decisão sobre a situação da criança, enquanto os conselheiros discutiam uma provável decisão do rei. Baradum levantou-se e foi em direção a Tabu e Alana que se prostraram imediatamente perante ele, abaixando o filho Sonne também, Alana segurava firme o bebê desconhecido no colo, como se estivesse sentido medo de perde-lo. Todos no local olhavam a cena, o rei pediu a Alana a criança que com muito medo o entregou, a criança dormia profundamente e Baradum o segurou forte com um dos braços pressionando-o contra sua caixa torácica, abriu um pouco os olhos do menino indo em direção a bancada, pediu para um dos conselheiros segurar o bebê, voltou olhando para todos e disse:

"Meus caros conselheiros, ilustres representantes do povo, jovem casal e aos demais presentes... a muito não existia um caso tão complicado quanto este, tentei mirabolar diversas opções para resolver o caso desta criança e até poucos instantes não tinha algo conveniente para este acontecimento tão inesperado. Quando me desloquei até o ambiente onde aquela anã se encontra e percebi sua reação oposta a minha ação, comecei a imaginar a minha decisão, no momento que o segurei no colo e vi seus olhos tudo se tornou claro e concreto no meu pensamento.
Esta criança não é nascida do nosso ventre, talvez nunca seja um anão, nem mesmo se pareça conosco, mas sei que ele veio por algum motivo e espero sinceramente que esteja vivo para observar seus feitos, ele tem os olhos cor de ouro como nossos ancestrais, além do próprio rei Midigard (para os anões quem possuía os olhos da cor do ouro, eram escolhidos para serem grandes pessoas no mundo, sempre seriam abençoados pelos seus ancestrais). Não podemos deixa-lo a deriva nesse mundo cruelmente massacrado pelo mal,enquanto formos filhos de Midigard sempre haverá uma mão amiga entre os companheiros, estaremos juntos no trabalho, na dor ou na guerra, ser um anão é ser um verdadeiro amigo leal até o fim. Essa criança merece crescer e mostrar seu valor a essa terra, podendo ser em Mooncore ou com seus iguais acima destes reinos, já teremos feito um bom trabalho caso ele herde as nossas vontades. Sobre quem deve cuidar do menino é bem simples, o casal que o encontrou e já vem fazendo isso, manifestou este desejo, todos sabemos que Tabu e Alana são ótimos anões, então decido nesses termos... a criança fica com o casal até possuir vontade própria, podendo no futuro escolher seu caminho, enquanto isso ele será tratado igualmente como um de nós, tendo todos os direitos e deveres da nossa raça, sendo assim também está sujeito as nossas leis."

O rei virou-se ao casal e perguntou se já tinham pensado em um nome para o bebê, responderam que sim é claro, ele seria então chamado de "Tella'nor dos olhos dourados."



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terça-feira, abril 05, 2011

Os Contos de Cygnus - O sopro da esperança - 3ª parte


Veja também : 


"Muitos criticam a veracidade da esperança, outros crêem que isto é para os tolos... certamente nesse mundo morrerei tolo com toda essa crença de esperança de que um dia tudo seja melhor para nós homens fortes de coração"


Alpheu Mattos


O Sopro da Esperança - 3ª Parte



Tabu e Alana Khristo era um jovem casal de anões, vivendo nas remotas terras de Midigard, um local de difícil acesso para qualquer ser de Cygnus, sua localização é tão complicada que os próprios anões podem se perder, caso não estejam atentos as mudanças dos túneis da mina de Midigard. No centro da mina existe Mooncore, é a imponente cidade dos anões, seus alicerces são feitos de rocha bruta e puro ouro,  onde Tabu e Alana residem em sua pequena casa. O casal tem um filho de dois anos chamado Sonne, um garoto muito sapeca e engraçado. Como todo bom anão Tabu era minerador e Alana era uma dona de casa cuidando do filho a maior parte do tempo, em mais um dia comum na vida daquela família, algo mudaria para sempre sua rotina, levando esperança a Cygnus sobre aquela lamentável era.


Tabu Khristo
Alana Khristo




Tabu despediu-se de Alana e foi para mais um dia de trabalho, ficando em casa somente sua esposa e o pequenino filho. Por algum motivo Tabu se perdeu nas minas, mesmo ele jurando ter andado pelo caminho certo, quando percebeu estava no fim de um túnel, na saída viu um local conhecido pelos anões por Cataratas do Sussurro, devido aos sons que podem ser ouvidos naquele lugar quando as águas do Rio das Caveiras cai no imenso lago, onde no fundo há vazantes transformando o perigoso rio em um rio subterrâneo... lendas contam que as coisas que caem no lago, jamais são vistas novamente.


Cascatas do Sussurro


Tabu achou estranho ter saído naquele local, decidido a voltar logo para casa, se virou, nesse momento escutou uma voz de choro vindo da queda d'agua, mas não deu muita atenção porque naquele lugar sempre se ouviam sons, quando deu o primeiro passo escutou novamente e dessa vez mais alto, ele retornou procurando de onde vinha aquele choro e viu um bebê em prantos, em cima de uma pedra entre a queda. Tabu não pensou duas vezes em arriscar-se para salvar a criança, pegou suas ferramentas e cordas, escalou uma lateral da cascata, amarrou-se e se jogou na água em direção ao espaço que o bebê estava. Tabu era ágil, rapidamente pegou a criança, depois desceu com aquele menino pesado e desconhecido, voltou para túnel imaginando como aquele bebê teria parado lá, ele continuou andando procurando o rumo da cidade.


A criança desconhecida
Tabu retornou para seu lar, contudo, com um fato imprevisível de ter encontrado um bebê perdido naquela enorme queda e por milagre ele sobreviveu as águas de um rio atormentado, próximo as grandes minas. Quando chegou em casa o anão explicou o acontecimento para sua mulher, ela ficou bastante desconfiada com toda aquela história de Tabu, só que acreditou no marido. Alana atendeu o pedido de seu marido ao cuidar da criança, para no próximo dia eles levarem o bebê no Conselho dos Anões, conhecido também como os corações de pedra, devido as duras decisões daquele grupo. O destino de uma vida estava em jogo, a partir da oferta do fato ao conselho que decidia muitos assuntos de Mooncore, com aquelas pessoas julgando o caso, o normal era certamente se esperar o pior.


Entrada do Conselho dos Anões em Mooncore

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segunda-feira, abril 04, 2011

Os Contos de Cygnus - A Era da Desolação - 2ª Parte


Veja também : 


"Sinta a dor;
 
Contemple a dor; 



Aceite a dor; 


Conheça a dor." 


"Alguem que não conhece a dor, não pode entender a verdadeira paz!"


Nagato


A Era da Desolação - 2ª Parte


Passado várias gerações diante ao acontecimento dos corpos celestes, Maelstron o eremita, havia andado por muitas terras anunciado as profecias de seu Deus Ulcatam, ele era um elfo  e como a sua raça era abençoado pela longevidade dos anos vivendo em média três mil anos, fez seu trabalho como esperado. Tudo parecia tranqüilo em Cygnus, mas algo estava errado, pois Tyrannus havia chegado ao planeta junto de seus soldados malignos, ordenados por Daemon.


General Tyrannus
Maelstron tentou avisa-los do mal que viria ao mundo, só que poucos deram a atenção devida ao profeta, atentaram para suas palavras após as primeiras investidas do General. Tyrannus estava com sede de sangue e não esperou para atacar os povos em Cygnus, vindo a destruir tudo que estivesse em seu caminho. Esse planeta é muito grande e cheio de vida, Tyrannus estava no local certo para saciar seus anseios de destruição... havia então chegado a Era da Desolação.
Maelstron o eremita, fugindo dos ataques da legião.
A Legião como ficou conhecida em Cygnus, chegou em um local específico chamado Bosques de Mimirdão, próximo as terras dos humanos, os seres mais inteligentes de Cygnus, só que contra Tyrannus isso nada adiantou. A raça humana não por escolha, mas pela falta de sorte sofreram ataques furiosos da Legião, o que resultou na quase extinção humana que não deve defesa contra o mal que estava rondando suas terras. Nessa época Cygnus não era dividida como reinos, impérios ou outros meios de governos, por isso as raças atacadas por Tyrannus começaram a se juntar em feudos, depois em reinos, criando as grandes cidades e levantando os líderes que poderiam protegerem seus iguais.


Apesar dos esforços de muitos contra a Legião, quase nada pôde ser feito contra Tyrannus e seus subordinados. A raça humana quase foi varrida de Cygnus, as suas terras foram tomadas pelo Exército da Morte e os sobreviventes humanos se refugiavam como andarilhos fugindo dos rastreadores da Legião. Os rastreadores eram um grupo de caçadores especiais escolhidos a dedo pelo General Tyrannus, eles podem sentir o cheiro da presa a quilômetros de distância. Essa era de dor foi terrível no mundo e os poucos que sobravam ante ao poder da Legião ou se juntavam ao Exército da Morte ou eram mortos como os demais, os que entravam como soldados escravos tinham duas escolhas: matar ou morrer.
Rastreadores de Tyrannus


Ainda nas terras humanas existia um vilarejo de Alquimistas, pouco conhecido em Cygnus eles viviam atrás de conhecimento para aprender magias brancas, nesse local quando foi descoberto pela Legião iniciou-se a primeira resistência contra o Exército da Morte, eles tentaram resistir as investidas da Legião e por algum tempo aguentaram utilizando a Alquimia para se defenderem. Tyrannus tomou conhecimento da resistência no vilarejo, ficou irritado que seus soldados não conseguiam destruí-los e foi pessoalmente ao local resolver "o problema", ele não teve piedade de ninguém, destruiu tudo que viu, aquilo ficou conhecido em Cygnus como o Massacre dos 100 Magos.


Um jovem casal de Alquimistas tentou fugir com seu pequeno filho, ele não completara um ano ainda, Tyrannus mandou seus rastreadores atrás do casal que não teve muita chance de fuga, o homem mandou sua mulher continuar fugindo para que pudesse atrasar os rastreadores, ela não queria de forma alguma fazer isto, mas não teve escolha para proteger o filho. O homem estava muito enfraquecido pelos dias de batalha no vilarejo onde vivia com a sua mulher e o filho deles, foi uma vítima fácil dos rastreadores que seguiram atrás da esposa, em uma área aberta após as terras dos Alquimistas ela foi encurralada, os rastreadores podiam sentir o cheiro do medo brotando do corpo dela, após  o lugar onde a mulher parou tinha um curto precipício, logo, em seguimento no fim do precipício tinha um rio, o Rio das Caveiras, este é o rio mais perigoso de Cygnus devido as águas serem tormentadas por animais desconhecidos e é comum ver partes de corpos boiando na água. Ela não teve tempo para pensar, a não ser dar um beijo no filho e depois dar um último suspiro de vida, jogou a criança no precipício para cair na água, antes do bebê cair no rio ela conjurou uma alquimia protegendo a criança da queda, mas vale ressaltar que contra as correntezas do Rio das Caveiras não existe nada que o proteja e sobre o casal de jovens até hoje nada mais foi ouvido sobre eles.




Em Cygnus a população começou a viver uma época onde a paz era uma palavra desconhecida, tudo significava viver ou morrer lutando contra a Legião, o general Tyrannus estava se divertindo com a dor que causava ao povo e continuou seus avanços nas terras do planeta, sem esquecer da busca pela Janela do Coração que seu mestre criador ordenou. Medo, miséria, opressão, dor e morte foi o que uma geração que viveu na paz conheceu, marcados por um destino incerto a única coisa que tinham que fazer era sobreviver.




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segunda-feira, março 21, 2011

Os Contos de Cygnus - A Gênesis - 1ª Parte

"As vezes é no silencio e na escuridão que encontramos as pequenas luzes da vida, quando abraçamos essa esperança, não a nada para deter nossa coragem de não temer o desconhecido, podemos dizer que essa luz é a um pequena parcela da nossa fé"


Alpheu Mattos


A Gênesis - 1ª Parte


Cygnus é um mundo bem diferente do nosso feito por política e forças, não de suas nações, mas sim das diferentes raças que dividem aquele imenso planeta. Cygnus é impressionante, feito de mistérios diversos, terras incríveis e raças bem peculiares, que no nosso mundo não imaginaríamos, ele é tão majestoso quanto o sol e tão  misterioso quanto a lua, suas terras são armadilhas e belezas vivas que muitos tem o medo de explorar-las. As crenças e mitos se misturam, um tanto diferente entre as raças que nesse planeta convivem, alguns mitos são tão perigosos que ninguém se atreve a comenta-los. Algumas raças se destacam entre outras, pelo simples motivo de constantemente entrarem em conflitos, enquanto outras se mantém nas sombras esperando a hora certa de atacar, só que isso é um assunto que iremos comentar depois.

Cygnus não é conhecido apenas como planeta, mas sim como a essência dos Deuses que criaram aquela atmosfera, o Deus Ulcatam, que é nomeado diferentemente nos reinos e províncias nesse mundo é o mais adorado pelas nações que ali habitam. Ulcatam é filho do pai de tudo Xucra'hn, surgiu do proprio espírito dele, junto dos seus dois irmãos, Terizar e Daemon. Ulcatam herdou a força, a fé e a sabedoria, Daemon herdou os poderes e a inteligência, enquanto Tezirar herdara o equilíbrio da forças dos irmãos, sendo ela a reestruturação para o equilíbrio dos três.



Ulcatam com passar dos milênios acumulou conhecimento e utilizando sua sabedoria dos tempos passados, juntou sua fé nas mãos, criando um poderoso objeto que posteriormente foi nomeado Janela do Coração, devido ao artefato sempre realizar os pedidos do coração do usuário. Com a janela do coração Ulcatam criou seu próprio mundo, do jeito que ele desejava e o batizou de Cygnus, vendo todas aquelas maravilhas que tinha feito mas se sentindo solitário, novamente usou o objeto e criou as raças que habitam aquelas terras, para que eles pudessem dividir o mundo novo e a fé do Deus ao seu pai Xucra'hn, o que Ulcantam não sabia é que aquele poderoso objeto usava uma monstruosa magia de inversão de forças, trocando a luz pelas trevas a Janela do Coração realizava os desejos de seu possuídor, essas trevas sufocadas transformavam o caráter de seu usuário a uma mudança drástica de trocar a vida pela morte ou algo pior.

Certa vez Daemon foi visitar Ulcatam e viu sua criação e suas criaturas que adoravam ao pai de tudo, vivendo toda uma felicidade naquele mundo. Daemon perguntou ao irmão como criou algo tão magestoso, vindo a mostrar o objeto que realizou seus desejos, logo, Daemon ficou com inveja das criações de Ulcatam, querendo ter seu próprio mundo e súditos, então quando o irmão foi repousar na dimensão dos Deuses, Daemon visitou seus aposentos e furtou o poderoso objeto. Daemon rapidamente quis realizar todos os seus desejos mais sombrios, gerando diversas criaturas para comanda-las, contudo, o objeto usou uma força negativa, pesada e densa, criando monstros horripilantes, sedentos por sangue e feitos para a destruição. Ulcatam sentiu a energia do objeto e deslocou para o local de onde a energia brotava, antes que Daemon criasse um novo mundo Ulcatam o impediu. Daemon ficou furioso com o irmão e tentou toma-lo para si novamente a Janela do Coração, mas Ulcatam não deixou, pois ele havia percebido a energia destrutiva que emanava do poderoso objeto, o que culminou numa dura batalha entre os filhos do pai, Daemon envolvido pelo manto negro que surgiu do objeto, acabou sendo dominado por aquela escuridão, ficando mais forte que seu irmão, seduzido por aquele poder, Daemon feriu gravimente Ulcatam com a força da Janela da Coração.

Acho que nosso Daemon pode ser parecido com Ulquiorra
Posteriormente Terizar detectou um desequilíbrio dos corpos celestes e se dirigiu ao local da batalha, antes que Daemon destruisse o espírito do irmão, Terizar o impediu daquela desgraça, mas Daemon não gostou da intromissão da irmã e também a atacou, Ulcatam aproveitou a oportunidade e tomou o poderoso objeto das mãos de Daemon e realizou um pedido novamente, tendo que a Janela do Coração desaparecera na frente de todos. Daemon entrou em desespero, pois queria o objeto para realizar seus sonhos, Ulcatam tentou explicar a situação só que Daemon não queria conversa, apenas queria o objeto para si e um novo manto de ódio surgiu no irmão que começou a atacar Ulcatam para ele falar onde tinha enviado a Janela do Coração, entretanto Ulcatam se recusou a falar, Terizar utilizando as orações de equilíbrio selou o irmão durante alguns minutos e curou Ulcatam, mas ficou sem forças para reagir a qualquer ataque, Ulcatam mandou a irmã embora do local pois iria lutar contra Daemon até o fim, pois todos eram parte de um só espírito e sendo assim não podiam se destruir completamente, apenas ferir um ao outro, podendo enfraquecer suas forças.

Terizar confiou no irmão suas ultimas preces antes de sair ao local e foi o templo de Xucra'hn conversar com o pai, o pai de tudo respondeu a sua filha que ele não pode agir contra nenhum dos seus filhos, sua função é agir de diversas formas diferentes, só que todas elas são indiretas, esse é um motivo de ter três filhos da própria alma. Mesmo com toda aquela situação extrema Xucra'hn não poderia fazer nada além de observar a dor dos filhos, sem pode ter reação.

A batalha dos irmãos durou mais de um milênio, o que seria para nós alguns dias, só que Ulcatam viu que não tinha poder suficiente para enfrentar seu irmão, então realizou uma magia que só com milhares de milênios estudando poderia ser realizada, ele não podia matar seu irmão, por isso tirou todos seus poderes de um Deus, só que a penitencia da magia é o mesmo efeito ao seu invocador, retirando todos os poderes. Ulcatam antes que sua energia fosse embora, ele novamente juntou a fé em suas mãos e criou um novo objeto totalmente diferente, era um cajado forjado na luz dos corpos celestes e a enviou a Cygnus, nesse tempo Daemon tentava resistir a magia, mas no fim não conseguiu, mas nesse caso aconteceu algo que Ulcatam não esperava, é que a magia negativa que estava no corpo físico de Daemon permaneceu, deixando ele com alguns poderes. Aproveitando o momento antes da conclusão da conjuração da magia de Ulcatam, Daemon entrou no espírito do irmão para varrer informações sobre o paradeiro da Janela do Coração, Ulcatam percebeu a intenção e o mesmo tempo selou seu espírito, deixando ele totalmente sem forças para qualquer defesa, Daemon não saiu de mãos vazias da luta pois agora possuía os dados que precisava para tentar encontrar o objeto, mas também já estava esgotado e a conjuração da magia tinha terminado, logo ele seria banido junto do irmão para dimensões diferentes onde devem permanecer até a restauração de suas forças, isso poderia levar talvez uma eternidade. Com aquela informação que Janela do Coração estava perdido nas terras de Cygnus, Daemon ordenou as suas criaturas malignas que encontrassem o objeto para ele, dando a ordem expressa ao mais cruel de todos, se tornando o seu general a partir daquele momento, seria ele conhecido um dia como Tirannus o cruel.

Daemon e Ulcatam então foram banidos, diferente do irmão, Ulcatam deixou um pedido psíquico a irmã Terizar, para procurar seu sacerdote na província de Abidala Royal e contar o que aconteceu, o nome dele era Maelstron o eremita. Pediu também que contasse uma profecia sobre a criança que um dia iria encontrar o ultimo objeto que Ulcatam criou, esse objeto era uma arma tão poderosa quanto os Deuses e essa criança uniria todas as nações de Cygnus, trazendo uma era de esperança sobre as tormentas que seus filhos estavam para passar, ele seria o primeiro rei de sua nação e domaria o poder do Cajado dos Seis elementos que Ulcatam enviou a Cygnus, ele seria conhecido para sempre como único rei Xamã.

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